Publicado por: cesj | 01/10/2012

Projeto- água: conhecendo e preservando nossa fonte de vida

Projeto- água: conhecendo e preservando nossa fonte de vida

Importância da Preservação

É preciso conhecer para preservar…

ÁGUA: Fonte de vida, vamos nos conscientizar para esse bem natural não acabar

Quase toda a superfície do nosso planeta é ocupado por água, através de oceanos, mares, rios, lagos, riachos e açudes. O Brasil é um país rico, pois possui o maior reservatório de água doce e um litoral extenso, tendo o Oceano Atlântico como limite. O mar é importantíssimo para a nossa vida, a população busca sua sustentabilidade através da fonte de alimentos que ele nos proporciona, tais como: camarões, peixe, polvo, lagosta, entre outros. Além disso, a maior produção de oxigênio do planeta é produzida nos mares. Nele também vivem animais e vegetais microscópicos que servem de alimentos aos seres que ali habitam. Do mar também é retirado o sal que consumimos em nossa alimentação e o petróleo que serve como combustível.


Os rios têm uma importância enorme desde a antiguidade onde surgiram as primeiras cidades

Outras fontes:

Reportagem com pescador: Baseada em entrevista com um pescador da região, realizada em 19/11/2009.
Entrevista com gerente do SAAE: Entrevista realizada por membros de nossa equipe em 04/11/2009.
Projeto um milhão de cisternas: Texto baseado em entrevista com Glailson, representante da ASA em Granja, em 22/10/2009.
Reportagem com família beneficiada: Texto baseado em entrevista com uma dona de casa, agraciada com cisterna, da localidade de Vaquejador, em 07/11/2009.
Projeto olho n’água: Texto baseado no arquivo do Colégio São José, cujas principais informações foram coletadas também com o professor Geová, que trabalhou com o mesmo.

. Já que nos fornecem alimentos, favorece a irrigação da agricultura e também a criação de animais. A água que consumimos possibilita energia elétrica, navegação de barcos e navios utilizados como transporte. Tanto os rios quanto o mar são bastante importantes em nossa vida, pois todos os seres vivos precisam da água para sobreviver. Sem água não haveria vida na Terra.


As águas poluídas não servem para beber nem irrigar as plantações agrícolas, pois causam doenças podendo levar até a morte. São agentes bastante poluidores os produtos químicos que são jogados no rio, como o mercúrio, os produtos despejados por navios, os esgotos das grandes industrias, hospitais, e casas. Além de prejudicar a vida marinha prejudicam as pessoas que consomem.


Uma das principais medidas para impedir essa poluição é o tratamento dos esgotos antes de ser jogado nos rios, lagos ou mar. Também deveria haver multas altíssimas e fiscalização para que isso não acontecesse, já que dessa forma com tanta poluição a água do nosso planeta poderá acabar a qualquer momento.


Antes da água ser usada pela população é necessário ser tratada, ou seja, melhorar a qualidade da água, tirando as impurezas. Esse processo acontece na estação de tratamento. Após esse tratamento está pronta para o consumo, mas devemos ter alguns cuidados, pois passa por canos que contêm algumas impurezas, então deve-se ferver ou filtrar.


A água usada para lavar louças, roupa, tomar banho, lavar o banheiro, assim como, os esgotos de hospitais, escolas, fábricas e lojas, deveriam ir direto para a estação de tratamento, através de uma rede de esgoto, e só depois jogada nos rios. Assim iríamos evitar a poluição. Mas infelizmente isso não acontece. As pessoas produzem uma grande quantidade de lixo que jogam nos rios ou locais abertos, ao chover todo esse lixo é levado pelas enchentes até os rios, causando a poluição.

Uma solução prática é reciclar o lixo, pois podemos fazer uma grande variedade de coisas que poderemos reutilizar ou ser um fonte de renda para o nosso dia-a-dia. Basta ter criatividade. Vamos transformar a preservação da água em realidade. Este sonho nós queremos dividir com vocês. Devemos nos conscientizar e cuidar melhor da água que existe em nosso planeta, para que no futuro não soframos tantas conseqüências pelas falhas cometidas contra a natureza.

Fonte de pesquisa:
SOURIENT Lilian, RUDEK Roseni, CAMARGO Rosiane.
Geografia interagindo e percebendo o mundo. Editora do Brasil. nova Edição, 204. P. 25, 67, 89, 94, 96.

Conhecendo um pouco mais…


No Ceará muitas pessoas ainda dependem de chafarizes, poços e cisternas, para terem água de qualidade. Nesses lugares, de terra árida e de clima quente, é meio complicado de se viver, pois a maior fonte de vida ainda falta. As autoridades para reverter essa situação desanimadora vem construindo açudes, adutoras, estações de tratamento de água e esgoto. Em outros lugares tem água, mas não é potável, á água pode parecer limpa, não ter cheiro e nem estar toldada, mas mesmo assim ser poluída. Por isso cuidado, água saudável é água tratada.


No mundo 34.000 pessoas morrem por dia de doenças relacionadas á água, tudo isso por falta de água tratada, esgotamento sanitário e destino adequado para o lixo. A água contaminada causa muitas doenças. Segundo o ultimo censo do IBGE, de cada 100 pessoas que são internadas no Brasil, 72 foram para o hospital devido a doenças relacionadas com a água, doenças como diarréia, giardíase, amebíase, dengue, hepatite, esquistossomose, leptospirose e muita outras. Para evitar essas doenças que são transmitidas pela água que “nós” poluímos, basta fazer o seguinte:

  • Use água tratada ou fervida.
  • Cozinhe bem os alimentos e lave-os bem, com água tratada.
  • Lave e vede sua caixa de água.
  • Destrua, reutilize, ou recicle embalagens que possam acumular água e servir de criadouro de mosquito da dengue.


O crescimento da população da indústria provoca a rápida transformação das paisagens e aumentando a procura por água, para diversos fins. A água doce é um recurso que pode acabar. Por isso é preciso planejar seu uso com muito cuidado, para garantir água às futuras gerações.
É papel de todo cidadão preservar essa água preciosa, para todos.

  • Não jogue lixo nos rios, lagoas, lagos e açudes;
  • feche a torneira enquanto estiver escovando os dentes, lavando a louça, quando estiver tomando banho, não deixe a torneira pingando, entre outros cuidados.

Não use água mais do que o necessário, pois quem desperdiça água não é irresponsável, é suicida!

Fonte de pesquisa:
BRANDÃO, Marília. CARTAXO, Geovana.
Pra ficar de olho n’água. Projeto Olho n’ÁGUA – Educação Ambiental e Saúde.

Conhecendo e Preservando

Doença do Planeta

Poluição dos Rios

A Doença do Planeta que Afeta a Água Nossa de Cada Dia

Várias notícias afirmam que o Planeta Terra está mesmo doente e o mais grave é que essa doença já está presente na água, causando várias consequências para os rios e a vida de todos os seres vivos. Muitos pesquisadores dizem que a água existente aqui na Terra só será suficiente para 20 anos, já que menos de 1% dessa água é potável, sendo 97% salgado que corresponde ao oceano e 2% são de água não disponível por ser sólida em geleiras e icebergs.


Para a ONU 1,3 bilhões de pessoas já sofrem com a falta de água potável e a tendencia é de o quadro se agravar cada vez mais. Essa escassez de água é causada por diversos fatores como:

  • o desmatamento, ou seja, comprometimento da nascente e mata ciliar por onde a água passa;
  • o avanço agrícola que causa o assoreamento nos rios;
  • poluição, que nós mesmos seres humanos praticamos.

Se nós quisermos viver e dar uma vida melhor para os nossos descendentes devemos começar agora a praticar o hábito da preservação da água, senão tanto nós quanto eles, sofreremos várias consequências.


Pode-se afirmar que as cidades da antiguidade surgiram perto de locais onde existiam rios ou mar, pois era mais fácil para o plantio e a circulação das pessoas. Por isso com o desenvolvimento dessas cidades a produção de lixo e esgoto eram jogados no rio ou no mar. Como a população não era muito grande as águas do oceano conseguiam absorver e transformar o lixo e o esgoto. Mas, entretanto, esse hábito vem sendo até hoje praticado e a população do planeta aumentou, não tendo como o oceano absorver uma quantidade absurda de lixo que são jogadas nos rios diariamente.


No Brasil muitas pessoas não estão preocupadas com a escassez de água potável, porque cerca de 12% de água doce do planeta está concentrado aqui. Mas, é bom começar a economizar para que no futuro não nos arrependamos do que deveríamos ter feito hoje, já que 80% dessa água está na Amazônia e fica longe dos outros estados.


Não devemos desperdiçar água, e sim pensar que gastando sem necessidade, estaremos prejudicando a nós mesmos e a toda a população. Devemos exigir dos nossos governantes água tratada para que possamos ter uma vida saudável. Nunca colocar o lixo a céu aberto, pois além de causar mal cheiro, quando chove as enchentes leva-os para os rios poluindo as águas. Uma vez poluídas, essas águas, ao chegarem na estação de tratamento para eliminar impurezas, precisam de muito cloro, e essa quantidade de substância é prejudicial para nossa saúde. Para que isso não aconteça, devemos nos conscientizar e preservar a água, bem natural tão importante para a existência de todos os seres do Planeta Terra.


Um funcionário do Banco Mundial (Bird) destacou uma vez que no século XX as guerras foram por petróleo, mas no século XXI será por água. Os outros países estão de olho no Brasil, por possuir o maior reservatório de água doce da América Latina, e além da sua enorme hidrografia é rico em águas subterrâneas.

Fonte de pesquisa:
REVISTA NOVA ESCOLA.
A Terra está mesmo doente? Edição especial: Meio ambiente – conhecer para preservar. Editora Abril – 2003.
Imagem registrada por membros de nossa equipe em: 12/11/2009

Poluição dos rios

No planeta Terra podemos perceber que o desequilíbrio ecológico está presente, pois existem vários animais e vegetais em extinção, a água potável um bem natural e necessário em nossa vida, em vários lugares está em falta, a contaminação do solo através de queimadas e produtos químicos utilizados para o crescimento da plantação, a poluição do ar que respiramos, tudo isso provoca outros fenômenos: o aquecimento global, o efeito estufa, secas, inundações; trazendo várias consequências para todos.

Atualmente tem-se pensado em ações que possam reverter todos os problemas que afetam o planeta. O mais importante é a conscientização da população para não repetir os mesmos erros cometidos no passado. Os defensores do desenvolvimento sustentável afirmam que devemos utilizar os recursos naturais de forma que não se degradem, nem se esgotem, sempre preservando, pensando na própria utilização e nas gerações futuras, poluindo menos e reciclando mais.

Para que nós possamos construir uma sociedade que respeite o meio ambiente devemos consumir de forma consciente, sem desperdício e com menos poluição das águas, reciclar o lixo e pensar: será que é realmente necessário a utilização de determinados produtos químicos que poluem e causam o aquecimento global, apenas para obter um bem-estar provisório e momentâneo, sendo que depois haverá várias catástrofes para a humanidade?

A água é um bem indispensável para a vida de todos os sere vivos. Devemos preservar, porém, não adianta uma única pessoa se conscientizar, é necessário que o planeta inteiro se mobilize, pois a natureza faz parte do universo. Caso aconteça algum fenômeno em determinada parte do planeta, este afeta o todo, ou seja, com a poluição do ar surge o efeito estufa que esquenta a Terra, provocando o derretimento das geleiras, inundando assim, várias cidades costeiras. Por isso, é importante conhecer para poder preservar o que é nosso.

A água por ser um solvente, dissolve uma grande quantidade de substâncias, mas tem a probabilidade de se poluir facilmente. Os esgotos residenciais tem microorganismos que quando são jogados na água, a pessoa que consumir, poderá contrair a disenteria, a cólera, a febre tifóide, entre outras doenças. Muitos produtores agrícolas utilizam fertilizantes em sua lavoura, que ao chover são carregados pelas chuvas até chegar ao rio. Sem falar da enorme quantidade de plástico, detergentes, tintas, inseticidas, entre outros produtos que são jogados nos rios. Como se não bastasse, existe também a poluição de vazamento de petróleo de navios e de poços submarinos que matam os peixes e os compostos inorgânicos que são lançados através das grandes indústrias.

A produção do lixo vem crescendo assustadoramente no planeta e o pior é que a maioria é jogado nas águas e alguns desses materiais não são decompostos, e os que são, levam meses e até vários anos para se decompor. As pessoas deixam de lado a reutilização como matéria prima e a reciclagem, poluindo cada vez mais o ambiente. Muitos pensam que o maior responsável são as industrias, mas nós também somos responsáveis. Por isso deve-se separar o lixo através da coleta seletiva, colocá-lo em local adequado. O meio ambiente agradeceria se a população aprendesse a reduzir, reutilizar e reciclar, só assim poderíamos viver melhor.

Fonte de pesquisa:
BRASIL, Ana Maria. SANTOS, Fátima.
Equilíbrio Ambiental & Resíduos na sociedade moderna. 3ª edição. Faarte Editorial Ltda.

Consumo Consciente

Dicas de Como Economizar Água

No Banho
Tome banhos rápidos de até 15 minutos, assim você economizará de 95 a 180 litros de água limpa. 

Escovando os dentes
Escove os dentes com a torneira fechada, com isso você economizará até 25 litros de água.

Torneira fechada
Nunca deixe a torneira gotejando. Mantenha-a sempre bem fechada.

Descarga
Evite descargas desnecessárias, sempre que possível, ao invés de puxar a corda ou apertar o botão por completo, dê apenas meia descarga, pois asssim você economizará bastante água. E sempre faça xixi no banho!

Lavando louça
Quando for lavar louças, não deixe a torneira aberta o tempo todo. Primeiro passe a esponja e ensaboe e depois enxágue tudo de uma só vez.

Lavando o carro
Evite lavar o carro com mangueira, use sempre o balde!

Lavando calçada
Para lavar a calçada não utilize somente mangueira ou balde e água. Utilize primeiro uma vassoura ou rodo, esfregue e depois é que você deve jogar a água.

Jardim
Para regar as plantas você desperdiça em média 186 litros de água limpa em 30 minutos. Para economizar regando as plantas, tente guardar água da chuva aí regue sempre de manhã cedo, evitando que a água evapore com o calor do dia.

Aquário
Quando for limpar o aquário, não jogue fora a água do aquário, aproveite-a para regar as plantas. Pois esta água está enriquecida com nitrogênio e fósforo, o que faz muito bem para as plantas.

Imagem registrada por membros de nossa equipe em: 12/11/2009

Declaração Universal dos Direitos da Água

No dia 22 de março de 1992 a ONU (Organização das Nações Unidas) instituiu o “Dia Mundial da Água”, publicando um documento intitulado “Declaração Universal dos Direitos da Água”, leia e reflita:

Art. 1º – A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão, é plenamente responsável aos olhos de todos.

Art. 2º – A água é a seiva de nosso planeta. Ela é condição essencial de vida de todo vegetal, animal ou ser humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura.

Art. 3º – Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º – O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º – A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como a obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º – A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º – A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º – A utilização da água implica em respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º – A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º – O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.


SECAS

A seca no Nordeste

Secas em Granja

A Seca no Nordeste

Lutar contra a seca é um grande desafio para os nordestinos, pois ela traz várias conseqüências, já que a maioria trabalha com a plantação, necessitando das chuvas para conseguir uma boa produção agrícola e cuidar dos animais. Com a seca, passam a consumir água de péssima qualidade, contraindo doenças. A seca também gera fome, sofrimento, desemprego e a maioria dos nordestinos precisam sair de suas cidades para irem em busca de sua própria sobrevivência. Abandonando suas terras e indo em direção ao litoral. Quem fica com a esperança que logo irá chover, em março, se decepciona, com a lavoura perdida e com o sofrimento de todos, inclusive dos animais que ali habitam. Foram consideradas como maiores secas no nordeste os anos: 1915, 1919, 1932, 1958, 1993 e 1998.


As chuvas no sertão nordestino acontecem nos meses de dezembro a abril, quando estas não chegam até março, é sinal que haverá seca. Muitas vezes, se prolongam de dois a três anos e tem casos excepcionais que a falta de chuva pode durar até cinco anos, como no período de seca que aconteceu entre 1979 a 1984.


As secas ocorrem a cada dez ou quinze anos em média e existem registros desse fenômeno desde o período colonial. As secas são acontecimentos naturais, mas que vem se agravando com a ação humana, como por exemplo, a destruição da vegetação, queimadas que provocam a expansão do clima semi-árido para áreas onde antes, este, não fazia parte.


Muitos pensam que a maior causa da pobreza do nordeste é gerada pela seca, na verdade o problema principal do Nordeste é de ordem social, que tem origem não na escassez ou falta de chuva, mas na desigualdade e distribuição da terra e da renda desenvolvida na região. Quem pensa assim está criando o “mito da seca”.


Existe também a tão falada indústria da seca, que é um conjunto de grupos de nordestinos, que utilizam o mito da seca para se beneficiar através dos recursos governamentais, sem ajudar quem realmente necessita. Utilizam os recursos do governo para o seu próprio beneficio. Eles conseguem obter do governo verbas e auxilio a título de socorro às regiões atingidas. Porém esse beneficio só é distribuído entre eles, os fazendeiros e políticos de influência.


O governo criou algumas ações na tentativa de solucionar os problemas da seca, como a construção de grandes obras, incluindo barragens, açudes, canal entre outros, porém a maioria dessas construções são feitas em terras de fazendeiros onde o grupo favorecido tem mais proveito do que os próprios nordestinos que mais precisam, pois necessitam de emprego e quem está no poder muitas vezes quer tirar proveito com o sofrimento dos mesmos.


Há muitos anos, o governo criou um órgão responsável pelo o combate a seca: o Departamento Nacional de Obras as Secas (DNOCS). A barragem do Sobradinho no Rio São Francisco, localizado na Bahia é um exemplo de obra grandiosa que permitiu o controle das enchentes, a navegação de barcos de grande porte, a criação de peixes, a construção de canais de irrigação e instalação de uma usina hidrelétrica. Mas infelizmente uma obra desse tipo beneficia apenas uma parte do enorme polígono da seca. Em 1993, o governo do Estado do Ceará resolveu construir o canal do trabalhador, ligando o rio Jaguaribe à cidade de Fortaleza. A construção desse canal ajudou bastante a solucionar o problema de abastecimento de água na capital.


Fonte de Pesquisa:
MOREIRA, Igor.
Geografia Nova O Espaço Brasileiro. Edição:36ª. Editora: Ática. p.96,102, 104.

SECAS EM GRANJA

A cidade de Granja situada na região norte do estado do Ceará nos períodos de 1877 a 1879 foi o abrigo de vários retirantes da seca. Nessa época foram construídos vários prédios públicos, que eram monitorados pela Comissão de Socorros Públicos, uma organização criada por motivo da seca e que acabou quando começaram as chuvas de 1880.


A construção da via férrea, que ligava Sobral à Camocim, em 26 de Março de 1879, por iniciativa do Governo Imperial, tinha por objetivo fazer um canal de escoamento para a capital do Ceará, Fortaleza, e socorrer os flagelados da seca. Esses motivos foram bastante importantes por tentar amenizar os efeitos da seca, já que ofereceu empregos aos sertanejos. Granja, foi uma das cidades que foi incluída nessa rota ferroviária na qual fazia a coleta da produção agrícola. A partir daí pôde-se perceber algumas mudanças significativas na economia e no desenvolvimento urbano da cidade.


Em Granja o ramal de Estrada de Ferro de Sobral que tinha como objetivo ligar este último a Camocim, passava onde hoje fica localizada a Rua Perimetral, que foi toda construída pelos retirantes da seca de 1877 a 1879. Por causa dessa via foram construídos a Estação Ferroviária e erguida a Ponte Metálica sobre o Rio Coreaú, vinda diretamente da Filadélfia, Estados Unidos, e ainda hoje é considerada um dos pontos que mais chamam atenção dos visitantes e até mesmo dos granjenses.


Como ocorreu em todas as cidades que eram cortadas pelas ferrovias, a área que fazia limite com as estações ferroviárias foi perenizada. Isso ocorreu devido o mesmo servir como verdadeiras barreiras à cidades em desenvolvimento. Nesse mesmo período, também foram construídos pela mesma atribuição social, os edifícios da Câmara Municipal, que no mesmo pavimento funcionava a cadeia municipal local, o Cemitério São João, as Duas Torres da Igreja Matriz, o açude Lagoa Grande, o Canal da Rua Senador Virgílio Távora (construído por causa dos alagamentos freqüentes na região) e o Mercado Público.


Esse prédios foram construídos devido os efeitos da terrível seca que afetou impiedosamente o Ceará. O Presidente da Província Caetano Estellita Cavalcante Pessoa resolveu mandar construir em Granja alguns prédios públicos, pois como na cidade havia grande concentração de retirantes, as obras gerariam muitos empregos para os flagelados da seca. Foi através dessa determinação que os Socorros Públicos foram instalados em Granja para a supervisão das obras.

Fontes de Pesquisa:
Arquivo da biblioteca municipal de Granja – apostila
Granja Análise da Evolução Urbana.
XIMENES, Haroldo. Origem e evolução histórica de Granja. Editora: gráfica do nordeste LTDA, Fortaleza Ceará 1996. pág.63.
Imagem extraída do livro: MOREIRA, Igor.
Geografia Nova – O Espaço Brasileiro. Edição:36ª. Editora: Ática. p.95.


Rio Coreaú

Reportagem com pescador

Entrevista com gerente do SAAE – Granja

Rio Coreaú

O Rio Coreaú além a importância ambiental possui um valor histórico, pois foi através das suas margens que ocorreram as primeiras ocupações na cidade de Granja, ainda no período colonial. Desde o início da colonização do território brasileiro, piratas franceses e holandeses passavam pelo Rio da Cruz, depois chamado de Rio Camocim e Coreaú. O rio era navegável por embarcações a vela. Essa tripulação fazia o escambo (troca de mercadorias) com os índios.


Os europeus trocavam produtos como machado, foice, faca, facões, e miudezas em geral por animais, madeira e pássaros. As madeiras que possibilitavam uma boa coloração amarela, era utilizada para tinturaria e nas construções. No final do século XVII, já não era praticado esse tipo de escambo no rio Coreaú por estrangeiros, mas sim por luso brasileiros que ficavam à margem do rio negociando com os nativos da região.
É um rio temporário podendo secar em períodos de seca, mas temos o Açude Gangorra que foi construído com o objetivo de armazenar água e abastecer a população, sendo um subsídio a mais para o mesmo.


Muitas pessoas utilizam o Rio Coreaú como fonte de vida de onde tiram sua renda através da sustentabilidade oferecida na pesca, outros se beneficiam com o lazer diante de um cenário de beleza natural, mas sua principal utilização é o abastecimento de nossas casas com água potável.

Fonte de pesquisa:
XIMENES, Haroldo.
Origem e Evolução de Granja. Editora: Gráfica do Nordeste LTDA. Fortaleza – Ceará 1996. p.31

Imagem registrada por nossa equipe em: 14/11/2009.


Reportagem com o pescador

Você que lê este texto nesse momento não deve ter a mínima noção de como é ser “entrevistadora” nessa idade! E nem como é difícil a vida de um pescador numa bela e pequena cidade do interior do Ceará… Pra iniciar vou contar-lhe como foi tão prazeroso conversar com esse pescador.

Na bela e pequena cidade de Granja, há um rio, o Rio Coreaú. Visitamos uma “ramificação” desse rio, chamada “Volta da areia” que é onde acontece o encontro da água doce do rio com a salgada da maré, onde se misturam. A maré tem ciclos e horas que são utilizadas como bússola pelos pescadores. E é nessa maré que nosso ilustre pescador, desde pequeno ganha a vida. Ele tem pouca instrução, mas sobre peixe e água sabe praticamente tudo.

Ser pescador não é somente tirar proveito do que a água tem para oferecer, não é só lançar a rede e pegar o peixe. É também, como ele próprio disse “Respeitar a piracema do peixe e não poluir a água.”

Com a pesca ele constituiu família, tirando sua renda familiar da água. Ele ainda afirma que nunca teve outro emprego… Para o pescador Benedito Eliomar, a água, além de fonte de vida também é fonte de sustento.

Reportagem baseada em entrevista com um pescador da região, realizada em 19/11/2009.
Imagem registrada por nossa equipe em: 19/11/2009.

Entrevista com gerente do SAAE – Granja

No intuito de mostrar como funciona o tratamento da água que chega até nossas casas, realizamos uma entrevista com o gerente do SAAE (Sistema Autônomo de água e Esgoto), que nos contou como se dá esse processo.

Imagens do SAAE de Granja onde a água passa por tratamento.

Gracielle: Como inicia o processo de tratamento da água?


Sr.Landim:A água é sugada do rio por meio de motor bomba, e enviada para estação de tratamento.

Gracielle: O que acontece quando a água chega à estação de tratamento?


Sr. Landim:Quando a água chega na estação de tratamento ela passa por quatro processo, que são:
1º processo de floculação. Onde a água entra em contato com o sulfato de alumínio.
2º processo de decantação.
3º processo de filtração.
4º a água é enviada por gravidade para o tanque de contato, onde se mistura com o cloro gasoso.

Gracielle: E como a água chega até nossas casas?


Sr. Landim:Depois de passar pelos quatro processos, bombas suga essa água, e jogam ela para as caixas de distribuição e daí para nossas casas.

Gracielle: A água que sai das torneiras está totalmente própria para consumo?


Sr. Landim:Não totalmente, devemos ter alguns cuidados antes de consumí-la, tais como, fervê-la ou filtrá-la.

Entrevista realizada por membros de nossa equipe em 04/11/2009.
Imagens resgistradas no SAAE, em: 04/11/2009.

Projeto Um Milhão de Cisternas

O projeto um milhão de cisternas, provém de uma articulação da ASA (Articulação do Semi-Árido Brasileiro), que nada mais é do que a união de outras articulações (ONGs) que ajudam o agricultor do semi-árido a “sobreviver”.

A ASA na verdade é formada por mais de 800 ONGs que se uniram em 1999, sendo realizada então sua primeira mobilização, chamada Fórum pela convivência no semi-árido. Sendo que cada estado da região nordeste possui um. O primeiro fórum a ser realizado, foi produzido pelo Ceará (pioneiro).

O Projeto um Milhão de Cisternas prima em levar água de qualidade para a população, famílias que não dispõem de água de qualidade para consumo (beber, cozinhar e fazer higiene bucal). As famílias para serem beneficiadas passam por um processo de seleção, no qual são levados em consideração alguns critérios, como:

  • Conviver no sem-árido.
  • Número de idosos.
  • Número de crianças.
  • Mães chefes de casa (que tem total responsabilidade da casa).
  • Pessoas com algum tipo de deficiência.

No processo de construção de cisterna a ASA se responsabiliza em dar o material, as formas e a diária dos trabalhadores. A família beneficiada se responsabiliza em dar a mão-de-obra e a alimentação dos trabalhadores.

A água armazenada na cisterna dura em média o ano inteiro, e deve ser usada somente para a preparação da alimentação, para beber e para higiene bucal. Em média já foram beneficiadas 330.000 familiais. Isso comprova que essa é uma articulação de responsabilidade e preocupada com as famílias do semi-árido.

Texto baseado em entrevista com Glailson, representante da ASA em Granja, em 22/10/2009.

Reportagem com família beneficiada com cisterna

Num belo final de tarde, lá fomos nós entrevistar uma pessoa que mora no semi-árido brasileiro e que sofria com a falta de água de qualidade para beber. Agora você vai saber o que é necessário para ser agraciado com uma cisterna (local para armazenar da água advinda da chuva). Não pense que é fácil, não! Para conseguir uma cisterna, você tem que morar no semi-árido, tem que saber utilizar essa água com moderação.

Conversamos com uma família e fizemos algumas perguntas. A moradora nos contou que para conseguir a cisterna, primeiro a família entrou em contato com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, que lhes forneceu algumas instruções do que fazer para obter a cisterna. O segundo passo foi um pouco mais difícil, tiveram que colaborar com o projeto. Sabe como? Participando de uma capacitação que ensina como melhor aproveitar a água, que cuidados deve-se ter com a mesma. A família fica responsável por cavar o buraco onde vai ser construída a cisterna. A dona da casa tem que dar acolhimento, ou seja, as refeições para os pedreiros que irão construir a cisterna.

Muitas vezes, as famílias antes das cisternas tiravam a água de poços e cacimbas que não tinham água de qualidade. Vamos combinar que nada melhor do que a água da chuva!

Eles ainda têm que tomar alguns cuidados para garantir uma água mais limpa. Como limpar o telhado, por onde a água vai escorrer até a cisterna, através dos canos. Não utilizar a água das primeiras chuvas, e quando a água tiver prestes a acabar, limpar a cisterna toda e deixá-la sempre fechada.

Texto baseado em entrevista com uma dona de casa, agraciada com cisterna, da localidade de Vaquejador, em 07/11/2009.
Imagens registradas por nossa equipe, em 07/11/2009

Projeto Olho N’água

Devido a enorme quantidade de lixo e queimadas que estavam ocorrendo nas proximidades dos olhos d’água que ficam em Ibuguaçu e Adrianópoles, professores e alunos da extensão do Colégio Estadual São José, desenvolveram um projeto para tentar conscientizar os moradores da região, do estrago que os mesmos vinham causando à natureza e a si próprios. O projeto tinha como objetivo sensibilizar os moradores à preservarem a água, pois com a seca dos olhos d’água seria muito difícil o acesso à água para consumo diário. Como era enorme a quantidade de lixo jogado próximo aos olhos d’água e as queimadas aconteciam sempre, muitos olhos d’água já estão extintos, causando a escassez de água.

Dentre as atividades do projeto podemos destacar as visitas aos moradores, onde os alunos começaram a conscientizar a população, indo de casa em casa para falar do mal que todos estavam praticando ao fazer queimadas e jogar lixo. Ou seja, com essas ações a água iria acabar e as consequências seriam enormes, então seria melhor todos começarem a cuidar e a preservar o meio ambiente.

Foi enorme a mobilização dos alunos, onde os mesmos realizaram mutirão de limpeza, confeccionaram placas para alertar sobre a preservação dos olhos d’água, criaram cartilhas, panfletos, entrevistas com proprietários das terras. Houve uma oficina para os professores da sede e anexo pelo secretário de turismo de Barroquinha, Roberto Chaves.

Após essa mobilização, os moradores aprenderam a respeitar, se conscientizaram, começaram a praticar hábitos de preservação da água. Antes muitos moradores não sabiam do mal que estavam fazendo ao jogar lixo nas proximidades dos olhos d’água ou fazer queimadas.

Referências Bibliográficas

1. Primeiro, Aprender! Matemática, Química, Física, Biologia, Geografia.
Caderno da Aluna e do Aluno, vol. 3. Aula 30. Fortaleza: SEDUC, 2009. p.282.

2. BRANDÃO, Marília. CARTAXO, Geovana. Pra ficar de olho n’água. Projeto Olho n’ÁGUA – Educação Ambiental e Saúde.

3. REVISTA NOVA ESCOLA. A Terra está mesmo doente? Edição especial: Meio ambiente – conhecer para preservar. Editora Abril – 2003.


4. BRASIL, Ana Maria. SANTOS, Fátima.
Equilíbrio Ambiental & Resíduos na sociedade moderna. 3ª edição. Faarte Editorial Ltda.

5. MOREIRA, Igor. Geografia Nova O Espaço Brasileiro. Edição:36ª. Editora: Ática. p. 96,102, 104.


6. Arquivo da biblioteca municipal de Granja – apostila
Granja Análise da Evolução Urbana.

7. XIMENES, Haroldo. Origem e evolução histórica de Granja. Editora: gráfica do nordeste LTDA, Fortaleza Ceará 1996. p.63.

8. XIMENES, Haroldo. Origem e evolução histórica de Granja. Editora: Gráfica do Nordeste LTDA. Fortaleza – Ceará 1996. p.31

9. SOURIENT Lilian, RUDEK Roseni, CAMARGO Rosiane. Geografia interagindo e percebendo o mundo. Editora do Brasil. nova Edição, 204. P. 25, 67, 89, 94, 96.


1. Trecho mencionado na página: Perfil do site
2. Referência da texto: Conhecendo um pouco mais
3. Referência do texto: Doença do planeta
4. Referência do texto: Poluição dos rios
5. Referência do texto: A seca no nordeste
6. Referência do texto: Secas em Granja
7. Referência do texto: Secas em Granja
8. Referência do texto: Rio Coreaú
9. Referência do texto: Água fonte de vida

Outras fontes:


Reportagem com pescador: Baseada em entrevista com um pescador da região, realizada em 19/11/2009.
Entrevista com gerente do SAAE: Entrevista realizada por membros de nossa equipe em 04/11/2009.
Projeto um milhão de cisternas: Texto baseado em entrevista com Glailson, representante da ASA em Granja, em 22/10/2009.
Reportagem com família beneficiada: Texto baseado em entrevista com uma dona de casa, agraciada com cisterna, da localidade de Vaquejador, em 07/11/2009.
Projeto olho n’água: Texto baseado no arquivo do Colégio São José, cujas principais informações foram coletadas também com o professor Geová, que trabalhou com o mesmo.

 

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